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TÁ PENSANDO O QUÊ?


NOTA MENTAL*

Ontem eu fiquei acordada até muito tarde, colocando pra fora alguns últimos sacos de lixo que eu carregava na alma.
Estou mais leve e a fedentina foi-se embora.
Não sei porque demorei tanto tempo pra me dispor a fazer a faxina.
Quer dizer, sei sim, mas isso não vem ao caso.

*como dizem por aí.



JURA QUE NÃO VAI RIR?

Como saber se estou apaixonada?
O que vai acontecer?
Quais os sintomas, meu Deus? Por que dá medo?




Escrito por mim às 16h39
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ESTOU EM CRISE

Carnagoiânia foi qualquer coisa de muito louco. Estou pedindo pelo amor de Deus pro cristão que roubou meu fígado me devolver urgente. Por enquanto nada. Recompensa-se.
Um cara gatinho altamente pegável da excursão quis ficar comigo. Na verdade dois. Na verdade mais, mas não vou ficar falando, sou muito modesta. Eu me achei a garota mais poderosa do planalto central. Até o momento em que ele beijou a minha amiga e chavecou a loira peituda do nosso ônibus. Tomei uma garrafa de pinga pra agradecer por não ter feito a besteira de beijá-lo.
Pseudo estava lá e é na minha vida cada vez menos pseudo, cada vez mais namorado. Não assim declarado. A coisa é mais complicada. Vai além de beijos esporádicos ou coisas dessas. Confesso que fiquei pensando que se eu não namoro, posso pegar geral e beijar na boca até voltar pra casa com herpes ou sapinho. Ao mesmo tempo em que me sinto uma idiota de salto alto quando nego que namoro. Conheço pápis e mâmis e todas essas coisas de pessoas que namoram, mas não estou namoraaaaaaaaando assim, do verbo
comemorar aniversário uma vez por mês.
Talvez porque eu seja babaca e ache que rótulos, quando não colocados, podem evitar brigas e discussões daquelas que fazem a gente chorar a noite toda e pensar com todas as forças que se o cara não quiser mais mesmo olhar na sua cara você vai morrer. Sem nenhum exagero.
Ou talvez porque o Pseudo seja um babaca daqueles que tem traumas, complexos e uma cicatriz na bunda e acha que se não namora não sofre, se namora sofre e vice-versa respectivamente.

...

Fomos feitos um pro outro, foi o que eu pensei.  



Escrito por mim às 14h57
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EU MINTO PRA SOBREVIVER

Eu nunca falo do meu blog pra nenhum dos meus namoradinhos.
Fico com medo de eles perceberem o quanto eu sou insegura e previsível e descobrirem que tudo que eles pensam ao meu respeito no que se refere a eu ser uma garota madura, independente, moderna e que faço sexo de boa qualidade é só pra enganar trouxa.
Eles vão achar que eu os xinguei de trouxa e vão me ligar duas horas da manhã pra discutir a relação.
E enquanto eu não chorar, eles vão ficar jogando na minha cara que eu não me importo com nada além do meu próprio umbigo e all star novo.
Eu já fui sincera e ingênua, mas o mundo me fudeu e agora eu sou uma garota de 23 cheia de traumas, complexos, coração de pedra e sem nenhum valor moral.

...

Não façam isso em casa.


SOU UMA GAROTA DE SORTE

O que eu mais gosto nos meus amigos é o fato de eles serem meus amigos mesmo me conhecendo bem. Porque, como todos sabem e as frases clichês de Paulo Coelho já diziam, amigos são escolhidos e eu não entendo como alguém em sã consciência escolheria uma pessoa como eu mesma para amiga.
Do meu ciclo de amigas eu sou a única que calça 35. Não sei se você sabe, mas a utilidade principal das amigas é emprestar sapatos. E mesmo assim, tenho várias amigas legais que mesmo sem poder tomar emprestado os meus sapatos, continuam sendo minhas amigas.
Sou uma garota de sorte.

Pensando nesse lance de escolha e opção, percebi que se eu tivesse tido a chance de escolher um pai, não teria escolhido um cara mais maneiro que o meu.
Só ele ri da minha cara e insinua que eu possa estar grávida quando reclamo de enjôos ou me chama de pinguça quando reclamo de dor de cabeça.
E se eu tive oportunidade de escolher e não me lembro, posso afirmar com toda certeza que foi a escolha mais acertada de todas as minhas vidas.
Sou uma garota de sorte.



Escrito por mim às 12h24
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UMA QUINTA-FEIRA PERFEITA

Perfeita para uma garota suburbana que agradece a Deus todos os dias por ter um emprego, o que comer e não ter quebrado o braço numa briga.
Sabe-se lá, do jeito que Deus anda bravo com a minha família, prefiro não arriscar.
Acordei atrasada para o trabalho, mas antes que eu ficasse puta me lembrei que pelo menos eu tinha um emprego pra odiar enquanto milhões de brasileiros que não desistem nunca vendem pastéis, dão a bunda ou seqüestram pessoas importantes e ganham em 15 dias o que eu não ganharei mesmo se trabalhar eternamente.
Indo calmamente cantando qualquer coisa brega do Amado Batista (já que meu carro está sem som porque eu sou uma brasileira que não desiste nunca que teve o som do carro roubado), chego no prédio onde trabalho e percebo que estão sendo atirados na minha direção potinhos com coisas de cor suspeita e textura meleca justo na direção da minha cabeleira penteada na base da chapinha.
Fiquei com vontade de chorar, mas chorar é coisa de viado e o meu rímel não era à prova d’água. Segurei a onda e vi que conseguir ir trabalhar ia ser difícil, então fui fazer as unhas e a sobrancelha, comprar um all star, me distrair um pouco, viver a vida.
Lembrei-me de súbito que amanhã é aniversário da Pseudo-sogra. Ela me detesta, me olha atravessado e só fala comigo o indispensável e pra retirubuir eu fiquei rodando a tarde inteira atrás de um presente especial pra uma pessoa que me detesta.
Encomendei flores - que são como o pretinho básico, sempre funcionam pra quem não quer errar – pra primeira hora do dia, pra garantir que o meu seja o primeiro presente. Preciso conquistar a velha e pra isso é preciso FOCO.

***************************************

Posso encontrar a ex-namorada-garota-enxaqueca neste final de semana e estou deveras preocupada. Porque eu sei fingir que tenho classe mas também sei puxar cabelo, nunca fui presa por baixaria na rua e pra tudo tem a sua primeira vez.
Pseudo estará comigo e o meu instinto animal ainda me faz querer mostrar quem manda, competir e vencer, esfregar na cara da doida que o meu cabelo é melhor que o dela, coisas dessas que mudam o destino do mundo e o preço do dólar.
No fim-de-semana eu vou estar bêbada ouvindo música baiana. Se eu não aparecer na segunda, podem começar a rezar.



Escrito por mim às 23h41
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IRMÃOS QUE BRIGAM DEMAIS ANÔNIMOS

Um dia desses eu cheguei em casa 22:30. Bastante bêbada fedendo à fumaça de churrasco-farofa, daqueles que a gente faz com amigos pobres que bebem atééééé não agüentar mais e se jogam no Lago na seqüência.
Entrei em casa tentando driblar meu super-pai, um cara maneiro.
Quando estou tentando me equilibrar num pé só pra tirar a calça, sofrendo daquelas ziquiziras de bebum, liga meu irmão fofo e truculento, uma verdadeira porteira a doçura, com aquela voz de barulho de portão de garagem inconfundível, dizendo que tinha sido vítima de uma briga.Tinha quebrado o braço e meu primo estava sem memória. (!)
Primeiro eu ri. Não que eu ria da desgraça dos outros, porque até do Sadam eu tenho pena. (Sério.)
Mas meu irmão não seria vítima de uma briga, nunca. Nessa encarnação pelo menos, não. Ele atrai, compra, gosta de uma, mas dizer que foi vítima de briga, não, não. Vacas não voam.
Num segundo momento eu pensei em como daria a notícia pro meu pai. Primeiro porque eu sinceramente não acho que meu pai saiba o filho (nem a filha) que tem. Segundo porque eu estava bêbada e isso não é exagero.
Travar diálogos com pessoas hierarquicamente superiores quando estamos bêbados é no mínimo humilhante.
Falei tudo mais ou menos e dei ênfase pras palavras-chaves, assim como fazemos quando traduzimos textos de idiomas que conhecemos pouco. Funcionou bem, porque meu pai me enfiou no carro e partiu em disparada pro hospital. Mentira, meu pai não partiu em disparada porque ele anda a 40km/h (Sério.)
Cheguei lá, meu irmão estava com uma fratura praticamente exposta, uma cara meio esverdeada e a bermuda rasgada. A minha cachaça então se curou rapidamente e eu quis chorar. Mas segurei a onda porque chorar é coisa de viado.
Meu primo não falava coisa com coisa e isso me deixou preocupada. Mas acho que ninguém percebeu, ou talvez ele nunca tenha falado coisa com coisa e só naquele momento de estresse eu percebi.
Meu tio disse que não devíamos nunca ir pra shows públicos grátis, nem usar drogas, fazer rapel ou pular de pára-quedas, fazer sexo sem camisinha, passar no sinal vermelho e responder nossos pais.
Eu voltei pra casa com dor de cabeça, pensando no quanto meu tio é bobo por não saber o quanto é legal os esportes radicais e a onda de bala.
Ninguém comprou o analgésico do meu irmão e ele sofreu de dor a noite inteira.
Aí eu vi que Deus castiga e fui dormir.


DA SÉRIE: POST SEM TÍTULO

[MODE ON]

Eu não sei você, mas eu considero as pessoas muito inteligentes muito chatas.
Não há espaço pra falar bobagens, é como contar piada em português pra algum estrangeiro: não tem graça.
Outra coisa que eu acho chata demais é quando alguém tá de mal com a vida, ovo virado ou sei lá o quê e resolve descontar em você, só porque você está feliz e tem um pouco mais de coragem pra fazer bobagens (ou não), rir de si mesmo, viver, enfim.
Isso chega a me enojar.
Mas aí eu como chocolates, ouço uma musiquinha boa e evito gastar meu fosfato cerebral com bobagens.
Coisa bem individualista, como só eu sei ser.

[MODE OFF]




Escrito por mim às 11h04
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ENQUANTO ISSO, NA SALA DE JUSTIÇA

Pseudo chegou lá em casa com uma rosa na mão, sábado à noite.
Sem cartão, sem nada, porque a letra dele é horrível, garrancho mesmo.
E eu abracei ele bem forte e beijei bem demorado e só deixei ele ir embora no outro dia.
Entenda: eu tive um fim de semana bem bobo e rosa e ninguém me belisque, por favor, que eu não quero saber de acordar tão cedo.
Obrigada.



Escrito por mim às 16h19
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AÍ, MACACADA!

De tanto
ele e ela pedirem, os comentários voltaram.
Quero só ver no que vai dar!




Escrito por mim às 19h48
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A PEDIDOS

Sabe a música-dor-de-cotovelo-a-la-Jorge-Vercilo que eu disse que ouço dia e noite?
Ei—la, pois.

Aonde cresci, do que já vivi
Não me lembro de nada na vida que mais se pareça com amor
Como lembro de ti

Na minha ilusão, o seu coração
É a peça perdida no quebra-cabeças daquela emoção
Que um dia perdi

Flor, minha vida tá despetalada sem teu amor
E parece que nada vai mudar, chuva que cai sem parar
Deixa no canto do peito esse gosto de dor

Vem, eu guardei o meu tempo de vida pra mais ninguém
Seja fogo de palha ou seja amor, seja do jeito que for
Só de pensar em você já me faz tanto bem



Escrito por mim às 15h16
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DAS NUANCES DOS RELACIONAMENTOS MODERNOS – PARTE II

Daí que eu conheci pápis e mâmis do pseudo, num daqueles episódios surreais que todo mundo que já teve namorado sabe bem o que é.
A sogrona olha desconfiada nos fazendo não ter coragem de tomar nem água, por medo de morrer por envenenamento.
O sogrão está feliz porque o filho é um pegador nato que tem uma garota e uma ameba no pé (pra que não restem dúvidas: eu sou a garota, a ex é a ameba)
Você entra no quarto do digníssimo pseudo e vê que a ex (louca) passou lá pouco antes de você e resolveu devolver os bichinhos de pelúcia, roupas, cartas, fotos.
Você acha aquilo tão ridículo que tem uma crise de riso sem precedentes.
As sobrinhas fofuxas dele te olham meio sem entender aonde está a ooooooooutra namorada, numa crise de identidade de dar dó. Além disso, seu nome é bem mais complicado e elas não conseguem te chamar de nada que se pareça ao longe com a sua alcunha de batismo. (nessa horas me bate ódio mortal da minha mãe e progenitora!)

*pausa pra pensar*
No meu tempo, quando as pessoas resolviam namorar, rolava aquele fatídico pedido nervoso, 24h pra pensar na resposta e sexo só rolava pelo menos dali a uns 6 meses. (Se o seu pai não descobrisse antes e azedasse tudo, claro!)
Mas com toda a modernidade dos tempos modernos da atualidade, percebi que o mundo está dividido em duas facções:

uma dos que acham que SIM, VOCÊ ESTÁ NAMORANDO PORQUE JÁ FOI NA CASA DO PSEUDO, CONHECEU PÁPIS E MÂMIS E TEVE SEU NOME TROCADO PELO DA EX DIVERSAS VEZES, COISAS PELAS QUAIS SÓ AS NAMORADAS DE VERDADE PASSAM
versus
a outra dos que acham que NÃO, ENQUANTO NÃO ROLAR O “QUER NAMORAR COMIGO?” VOCÊS NÃO ESTÃO NAMORANDO, ENTÃO POR FAVOR NÃO DÊ PRO CARA.

E tem a Sônia, também, a minha terapeuta, que acha que eu não deveria me relacionar com caras com os quais eu sei que não vou casar.

...

Tudo que eu mais queria era um sistema de comentários agora... Adoro quando as pessoas se metem na minha vida, apontando soluções. 



Escrito por mim às 12h49
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