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TÁ PENSANDO O QUÊ?


SOBRE OS FATOS ATUAIS DA ATUALIDADE DO MOMENTO

O meu maior problema quando tenho que escrever é tratar de atualidades.
Não sei nada de atualidades, já falei isso.
Nunca sei o que está acontecendo no mundo por aí a fora, estou sempre muito ocupada vivendo a minha vida, cultivando meus complexos, catalogando as minhas lições de vida, tomando porres e dançado forró por aí nesse mundão.
Um padre holandês, finlandês, polonês ou sei lá o que atravessou na frente daquele cara que ia ganhar a maratona das olimpíadas. Um filho da puta, eu concordo, mas não me fez perder o sono. Achei a cara dele meio babaca, se desculpando no Fantástico.
Mais patético do que aquilo, só eu mesma gastando meu fim de domingo assistindo Fantástico.
Eu no fundo, tenho que admitir, ri quando soube que o Fidel tinha se estatelado no chão.
Veja bem, não ri dos ossos quebrados porque sou uma garota gente boa, não rio da desgraça de ninguém, nem de gente nojenta como o Fidel.
Ri do tombo em si, a plástica da coisa.

...

Estou pensando em tirar os comentários de novo.
A existência dos comentários me faz ter certeza de tem quem leia minhas sandices e isso não é lá muito confortável, digamos assim.



Escrito por mim às 16h53
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PASSOU UM FURACÃO NA MINHA VIDA

Passa um furacão na minha vida pelo menos uma vez a cada dois meses, que é pra eu me lembrar que estou viva e que tem gente pior do que eu, mas que o tempo cura tudo e que tudo tem o lado bom.
Eu sinto saudades de gente que nunca senti o cheiro na vida e isso está me enlouquecendo. Aquelas paixonites absolutamente platônicas e que não te deixam respirar sossegada enquanto não vão embora. Até me faz chorar. E olha que, tirando o fim de semana passado no qual chorei cortando cebola pra salada do almoço de domingo, não me lembro da última vez que chorei por qualquer motivo que seja.
Pelo menos eu estou viva, tem gente pior do que eu, o tempo cura tudo e tudo tem o lado bom.
Enquanto isso eu sigo indo pra faculdade. Tenho aula com professores loucos que tentam me convencer a cada dia que essa história de “o que importa é ser feliz” é coisa do capitalista, já que mesmo triste se segue a vida e depressão não faz coração parar de bater. Óbvio, há controvérsias.
Mas alguém ter coragem de falar coisas desse tipo me chama a atenção.
Pelo menos eu estou viva, tem gente pior do que eu, o tempo cura tudo e tudo tem o lado bom.
Fiz um empréstimo que me permitiu pagar todas as contas e comprar um all star novo.
Eu me sinto bem quando consigo dormir sem ficar pensando no meu nome no SPC e quando compro coisas novas.
A terapia teve que ficar de lado por um tempo, porque não tenho tempo. E tudo aquilo que psicólogos falam está aqui fermentando dentro de mim. Ainda não sei se isso é bom ou ruim.
Pelo menos eu estou viva, tem gente pior do que eu, o tempo cura tudo e tudo tem o lado bom.
Uma amiga queridona minha está com um projeto bom que vale a pena ser lido e esmiuçado link por link. Eu se fosse você ia lá dar uma olhada e concordar comigo: coisa de primeira.
Não tenho tido tempo nem cérebro nem estômago pra pensar no Pseudo. Porque a gente gostar muito de alguém, acredite em mim, não é motivo suficiente pra mantê-la por perto. Ou pra querê-la por perto. Ou pra tê-la por perto. Enfim.
Pelo menos eu estou viva, tem gente pior do que eu, o tempo cura tudo e tudo tem o lado bom.




Escrito por mim às 19h21
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TÁ SUMIDA, HEIM?

As segundas-feiras carregam em si uma maldição que faz deste dia o mais desgraçado da semana.
Primeiro porque você é obrigada a carregar todas as brigas, discussões e problemas que você conseguiu, muito inteligentemente, angariar no fim-de-semana.
Você não teve dinheiro pra pagar conta num boteco copo sujo de quinta categoria e tem tempo que não sente o prazer incomensurável de comer sushi até saltar os olhos, porque sushi é coisa de gente rica e você já pulou pra classe E há tempos.
Você vê que está perdendo seu tempo e paciência sentimentais com um moleque feinho e imaturo que não tem o menor bom senso pra discutir qualquer coisa que seja.
Um infeliz de um agente do DETRAN te dá uma multa pelo não uso do cinto de segurança enquanto você manobra seu carro no estacionamento. – O carro estava em movimento e a senhorita não estava de cinto! – E a sua mãe, vai bem, seu filho da puta?
Você pegou uma doença dessas que nenhum médico descobre o que é e batiza genericamente de virose, te fazendo tomar remédios mata-rato que atacam seu estômago. E nervos.
Na sua cidade chove. Chove, chove torrencialmente numa época em que seus pneus – quer dizer, os do seu carro – suplicam por troca. Numa época em que um jogo de pneus custa $800 e você não tem dinheiro pra, pelo terceiro mês seguido, pagar sequer a conta do celular.
O seu guarda-chuva que graças a Deus estava escondidinho no seu porta-luvas, simplesmente não abre. Você trava uma luta com o desgraçado e nada. As pessoas te olham sorrindo de canto de boca e te achando uma babaca. Algumas poucas almas sentem pena e nada mais. Até que a bagaça do guarda-chuva abre e se mostra praticamente imprestável.
Você pensa em sentar e chorar mas não tem tempo pra isso porque esqueceu de puxar o frei-de-mão do seu veículo, que vai descendo ladeira sorrateiramente enquanto você corre de salto 10cm, tentando alcançá-lo.
Alcança, mas não a tempo de impedir que ele meta a bunda numa árvore. Aí você chora um pouco.
Depois chora mais quando descobre que seu seguro foi cancelado por falta de pagamento.
Pelo menos o carro funciona e você vai pra casa. Numa chuva de lascar. Faltou luz na metade da cidade e ao chegar no portão de casa se lembra que o bendito é elétrico e, portanto, não funciona sem eletricidade.
Você não está com as chaves reserva e não tem como abrir o portão. Seu celular está cortado – há três meses – por falta de pagamento e não tem como ligar em casa pra pedir que alguém te socorra. Então você encosta o carro e pula o portão da sua casa debaixo daquele pé d’água digno de Singing in the Rain.
Entra em casa, releva as risadas do irmão por te ver como um pinto molhado e como não tem luz, você é obrigada a tomar banho frio.
A janela do seu quarto ficou aberta e seu colchão se encharcou, o que te obrigou a dormir com seu pai, que ronca mais que matraca em carnaval.
Meu chefe me deu bom dia hoje e eu quase voei na jugular dele.

...

Ah, sim, eu estou ótima, obrigada por perguntar.



Escrito por mim às 12h20
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SOBRE MIM

[De onde] Eu vim do útero da minha mãe e o céu é meu destino.
[Idade] 23 anos que poderiam sim, ter sido mais bem vividos.
[Compreensiva] Finjo que entendo as pessoas e coisas muito mais do que entendo na verdade.
[Arrogante] Eu minto pra sobreviver sem nenhum remorso. Meu nariz se mantém levantado, pra eu mostrar quem manda.
[Insegura] Este é o meu nome. Eu choro quase todo dia antes de dormir.
[Interessante] Há quem diga que eu sou muito mais amigável do que apaixonável, mas há controvérsias.
[Amigável] Posso até não ser amigável, mas sou bastante diplomática.
[Temperamental] Há dias em que me sinto na TPM mesmo que não esteja no período pré-menstrual.
[Infantil] Gosto de crianças e acho legal elas não terem vergonha chorar nem de dizer que estão com vontade de fazer cocô. Eu tenho.
[Independente] Sou independente até demais e isso assusta inclusive a mim mesma.
[Organizada] O meu quarto é uma zona, as minhas gavetas são uma zona, o meu carro é uma zona, a minha vida é uma zona.
[Saudável] Estou sedentária e viciada em caipirinha.
[Emocionalmente estável] Se você disser que eu sou intensa, acertou em cheio. Se me chamar de estável, está mentindo.
[Difícil] Sou individualista e conviver comigo é tarefa árdua.
[Atraente] se não me vir passar, vai se atrair pelo cheiro do meu perfume.
[Responsável] Tenho responsabilidade com poucas coisas na vida.
[Obsessiva] Sou sarcástica e só não me vingo pra parecer que tenho caráter.
[Raivosa] Eu choro quando estou com raiva e rio quando quero chorar.
[Triste] sou triste em níveis pouco seguros.
[Feliz] Sou feliz, mas não o suficiente pra achar esse mundo bom.
[Confiante] Sou intuitiva e faço o que meu coração mandar, mesmo que seja ilegal.
[Heterossexual até que me provem o contrário]

 

DA SÉRIE: POST SEM TÍTULO

Sim, tem algo de muito errado comigo.



Escrito por mim às 10h49
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DA SÉRIE: POST SEM TÍTULO

Eu estou triste e pensativa em doses pouco seguras.
E nem posso colocar a culpa na TPM.




Escrito por mim às 14h04
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