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SOBRE TUDO
Eu quero dizer
coisas várias, mas sei lá, nem pra escrever eu tenho tido tempo e/ou inspiração,
por aí você tira o momento trash que eu tô vivendo. O fato de não fazer nada
pra mudar meu momento trash pra qualquer coisa um pouco menos trash é o que
realmente me incomoda horrores porque, enfim, não ter espaço/tempo/CNTP pra
colocar em prática as coisas que acredito são uma tortura daquelas tipo a de
Brave Heart, em que quatro cavalos são amarrados aos seus quatro
membros e in(s?)citados a correr cada um pra um lado. Não consigo pensar numa
dor mais agoniante, daquelas que são finiiiiiiinhas e parecem que nunca vão
acabar. Dor de parto deve ser uma dor feladaputa, mas pelo menos ao final
você tem num colo um serzinho com cara de joelho, máquina de chorar, fazer xixi
e cocô descontroladamente. Os encantos da maternidade, enfim... Ao contrário
do que eu queria muito e planejei muito e desejei muito, não me formo semestre
que vem. Se este semeste tenho que levar cinco matérias nas costas bem
direitinho (estou em condição de desligamento, lembra?) e só consigo respirar
nas horas vagas, imaginem meu estado frenético se tiver que fazer sete matérias
MAIS monografia final? Não, não, sou jovem pra morrer. Uma amiga minha me
chamou pra um bate-papo-fura-olho, pra me dizer que está ficando com o meu ex
(PARA SEMPRE EX, AMÉM!). Fiquei meio com nojo. Depois pena. Depois eu lancei
mão de todo o meu pragmatismo teórico e pronunciei um foda-se sonoro e
desabafador. Cada um tem o que merece. E eu, querido leitor, ando pra frente,
ao contrário do que você possa pensar. Mas eu sou um ser evoluído e não quero
que ela morra. Não agora. Primeiro eu quero que ela viva a vida dela e seja
feliz, construa coisas, plante árvores, escreva livros, tenha filhos e só
depoooooooois morra. De peste bubônica. Daquelas bem
asqueirosas.
...
Senso de justiça é pra
poucos.
Escrito por mim às 16h50
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DA SÉRIE: PRA CONTROLE
Eu estou feliz hoje. Trabalhei como um camelo no deserto (inclusive no quesito “quantidade de água ingerida”), minha garganta voltou a doer e uma amiga disse que inflamações de garganta crônicas podem causar retardamento mental. (tá explicado, veja só você!) Eu já não me sinto mais uma solteira-encalhada-carente-triste-abandonada. Não que eu tenha me apaixonado por ninguém novo. Estou na mesma. Talvez a TPM tenha passado e por isso aqueeeeeeeele meu pseudo-namorado não esteja mais me causando náuseas. Ou talvez eu não tenha opção. Ou caráter. Ou sorte. Ou vergonha na cara. Ou nada disso. Whatever…
Escrito por mim às 19h18
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SE VOCÊ ME PERMITE
Eu não consigo mais rir. Esses meus olhos puxados que ficam fechadinhos quando eu rio não se fecham mais. Porque eu não consigo rir. Essa minha pessoa que ri de piadas infames mesmo quando contadas 752 vezes simplesmente não consegue mais rir. Eu dou sorrizinhos sem graça e sem cor, mas gargalhadas eu não consigo mais. O meu opcional gargalhadas está com defeito, sem bateria, não funciona. Eu passo o tempo todo pensando. Eu queria dormir atéééé que essa angústia passasse. Porque eu achei que depois que pagasse minhas contas tudo estaria bem, mas as minhas contas estão pagas e eu tenho dinheiro pra comer sushi e tomar aquele vinho gostoso, mas mesmo assim as coisas não estão legais pra mim. Eu queria um colo de alguém que nunca chega e que nunca se realiza nos projetos que eu faço. Então eu fico esperando que sapos – gente boa, divertidos e cheirosos, mas sapos – cumpram todas as minhas exigências e sejam o que eu quero e espero pra mim, o que não é justo, nem decente mas muito egoísta da minha parte.
...
Puta que pariu, eu preciso de um abraço em regime de urgência.
SOBRE A RELAÇÃO COM O PROLETARIADO
Meu chefe chamou a minha atenção porque eu passo muito tempo na internet. Sorte dele que daqui não dá pra acessar o orkut. Ou minha, porque emprego ta difícil pra caramba.
NA MINHA VIDA NADA TEM ACONTECIDO
Quer dizer, um dia desses eu paguei um mico homérico na agência bancária que tenho conta. Fui fazer aquele empréstimo salvador que protegeu o meu nome do SERASA, SPC e fantasmas caçadores de pessoas irresponsáveis e inadimplentes. Um cara bem gatinho me atendeu. Muito gatinho mesmo. Tão bonitão que me tirou a concentração e capacidade de concatenar idéias e palavras. Situações envergonhantes às quais caras gatos expõem garotas bestas como eu. No fim da conversa eu já tava tão nervosa que derrubei um copo cheio d’água em cima da mesa do cara, molhei vários documentos importantes e burocráticos, quebrei o copo e cortei a mão e molhei a minha calça jeans toda. O bonitinho ficou me olhando com cara de “calma, gata!” e o resto das pessoas ficou me olhando como se eu tivesse mijado feito xixi na calça. Patético e real, amigos. Pois é, pois é, pois é, pois é, pois é.
Escrito por mim às 16h00
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