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PRESENTES DE NATAL
Já que no Natal ninguém se lembra que Jesus nasceu (mesmo porque eu duvido que Jesus tenha nascido numa época em que os shoppings estão entupidos, o que faria Maria não ter onde comprar coeiros, mosquiteiros e fraldas...) eu tenho mais é que comemorar meus presentes style que ganhei. Primeiro porque eu ganhei do Pseudo uma TV 14 polegadas liiiiiiiiinda e chique, de aço escovado, pra combinar com o meu som não menos chique. Meu super-pai quase morreu do coração quando soube. Deve estar achando que a gente vai casar em breve e pra isso já estamos mobiliando a casa. Discretamente me disse que namoros novos pedem presentes um pouco mais baratos, etc e tal. Mas como eu dei pro Pseudo um modem top de linha, meu pai preferiu abstrair e não me dar aqueles conselhos que ele de vez em quando solta enquanto assistimos “A Grande Família”. Talvez ele ache que Pseudo se parece com o Augustinho, sei lá. Por falar em super-pai, ele me tirou no amigo-oculto-familia e me deu a tão sonhada cadeira-espreguiçadeira-de-tomar-sol-no-quintal. Me diga se, agora sim, não sou uma mulher completa? Pseudo-sogra (isso mesmo, aquela que me odiava!) bordou uma blusa ESPECIALMENTE pra mim e comprou mais cadeiras, pra que no ano novo eu caiba na mesa, na hora da ceia. Espero que ela não esteja pensando em me assar como leitoa. Soube também que ela remodelou o quarto do Pseudo pra que quando eu for dormir lá, o colchão caiba no quarto dele. Até que ela é uma senhora bem moderninha pra quem tem 56 anos, veja só você. As pseudo-sobrinhas gostaram dos quebra-cabeças de 500 peças. Foi um plano maquiavélico meu pra ver se elas paravam quietas por uns minutos. Fiquei sabendo que ambas estão tentando montar aquela bagaça de quebra-cabeça do Rei Leão há dias. Sem grandes avanços, ainda. Sou má. Estou pensando num de 5000 peças pro dia das Crianças. Seria a glória. A mãe dela me agradeceria eternamente e eu seria promovida oficialmente à posição de melhor nora de todos os tempos. Ou não. A ex do Pseudo ligou pra ele na noite de natal. E imbuída do mais puro espírito natalino jurou vingança por ele ter OUSADO arrumar outra namorada. Foi a parte emocionante. Meu ex também me ligou. Lindo, fofo e pra sempre ex. Ele não me jurou vingança, não, porque ele é gente. E além disso, tá pegando uma amiga (?) minha, o que faz ele não ter muitos direitos de me cobrar o que quer que seja. Que venha o Ano Novo, então! É nóis!
Escrito por mim às 17h45
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POST CHATO
Eu há tempos abstraí um pouco o lance do natal. Vi duas mulheres se estapeando no estacionamento do shopping por causa de uma vaga. Bem naquela época em que o espírito natalino tenta achar espaço enquanto as pessoas se acotovelam nas lojas de celular ou nas lojinhas de 1,99. A minha família não se liga em oração, meditação, prece, macumba ou coisa que o valha. Sinto falta. Sinto falta de gente se abraçando e dizendo que se ama, pedindo perdão, desculpas ou lembrando de coisas das infâncias dos sobrinhos. Minha única tia brigou com meu tio por algo que eu nem sei o que foi, então ela não foi na nossa festa. A minha vó ficou ali no canto, meio chateada. Eu (e mais alguém, não é possível que ninguém percebeu...) senti um desconforto absurdo por causa disso. Fiquei com uma vontade de chorar e criar um caso, perguntar e tentar entender mas, na minha família, as pessoas geralmente fingem que não tem nada de errado acontecendo. Acho que todo mundo no planeta é assim, menos eu. Foi um natal meio triste aqui dentro de mim. Por isso esse post está tão chato e besta. Desculpe.
Escrito por mim às 17h59
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MEU VOTO PESSOAL DE BOAS FESTAS
Tenho que confessar que não gosto muito de Natal, honestamente falando. A minha pseudo-sobrinha pediu uma bendita de uma "piscina da Polly" que custa a bagatela de $87,00. OITENTA E SETE REAIS NUM PRESENTE PRA UMA GAROTINHA DE SETE OU OITO ANOS ! Não dá, gente, não dá... É verdade, tem a parte boa: minha família toda se reúne pra falar mal dos parentes que não estão presentes. Meus primos se estapeiam sem dó nem piedade, a culpa sempre é do meu irmão, que é o mais velho, mesmo que o coitado tenha acabado de chegar. E por mais que minha vó peça, implore e vigie os netos todo o tempo, a gente acaba quebrando alguma peça daquele jogo de jantar antigo, da época de mil novecentos e eu era virgem. Enfim: momento mais fraternal, impossível! Maaaassss.... Do ano novo eu gosto. Eu adoro as festas de reveillon. É tudo psicológico, eu sei, mas dá impressão que quando o relógio marca 00:01 do dia 01 JAN todos os nossos problemas se resolvem: os quilos extras vão embora, as feridas se curam, as mágoas passam, a força de vontade se renova, sei lá.... Tem alguma coisa mágica na virada de ano. O Natal está aí. É a época do ano em que ninguém trabalha e fica especulando se o chefe vai dar alguma lembrancinha, se vai ter folga e se o panetone vai ser Bauducco. Bate também aquela deprê em quem vai ter que passar o reveillòn em Brasília, e quem vai passar a virada de ano fora fica tirando onda com a cara dos amigos. As sandálias e vestidos brancos ficam com preços exorbitantes, marcar cabeleireiro é mais difícil do que ganhar na mega sena sozinho e você já não sabe mais o que inventar pro seu priminho quando ele pergunta por onde o papai noel vai entrar, se na casa dele não tem chaminé. É um momento de grandes reflexões, essa é que a verdade. A cidade se enche de mendigos que desembarcam em Brasília contando com o efeito do Espírito Natalino, e não há uma padaria que você vá que não tenha a maldita caixinha de natal. É hora de dar Sidra Cereser pros porteiros, brigar por peru e pernil nos supermercados, reclamar do preço das castanhas e ameixas.... Tudo é festa, já que é natal! Você obviamente não vai ganhar o que pediu de amigo oculto, e vai ficar quebrado depois de ter contribuído pras 752 festas de confraternização das comunidades das quais você faz parte: escola, trabalho, academia, curso de inglês, igreja, etc, etc, etc... Espero que a gente se proponha a parar de gastar espaço dentro da gente com coisas que perderam o prazo de validade, e que por isso fedem e azedam todo o resto. Que a gente finalmente prometa, na virada do ano, depois de já ter enchido a cara com aquele espumante barato, a fazer aquela bendita dieta, a se matricular naquele bendito curso, a fazer as pazes com aquele velho amigo, a parar de fumar, a voltar a estudar, a ter um filho, a mudar de emprego ou seja lá qual for seu projeto pro novo ano que se aproxima. Mas que fique claro: que o projeto deixe de ser apenas projeto e passe a ser pelo menos esboço de realidade nas nossas vidas! A minha promessa de ano novo é que cuidarei mais e melhor de vocês, meus amigos. E me esforçarei pra postar textos menores.
Meu kritz-beijo natalino vai pra Lelê que ontem me ouviu chorar loucamente ao telefone (mesmo sendo uma ligação interurbana), me disse coisas legais e mandou eu me cuidar, como ela faz todo-santo-dia. Amo tu, queridona!
Escrito por mim às 16h01
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RETROSPECTIVA
Minha nossa senhora da bicicleta amarela, o ano acabou! Eu não fumei maconha um diazinho sequer, juro. Nunca mais vou fumar, juro. Neste caso o “nunca diga nunca” não vale, porque o meu nunca é nunca mesmo. Neste ano eu arrumei um peguete que virou ficante, que virou problema, depois ex-ficante, depois ex-ficante-problema, depois voltou à estaca de ficante, depois ficante-corno, depois ficante-fixo, namoradinho e depois namorado. Não que eu admita isso porque eu não admito, mas se teve pedido de namoro tem namoro, esse era o combinado, então não há dúvidas. Ou há, sei lá. Teve até brinde e drinks de tequila em restaurante mexicano. Mesmo ele ODIANDO comida mexicana, whatever. Eu ainda não aprendi a jogar xadrez. Claro que não, nem sequer tenho vontade. Eu não tenho mais vontade de muitas coisas. Quero voltar a montar quebra-cabeças, acho uma terapia interessante. Quero também desestreitar a minha relação com computadores, virou um vício dos infernos, coisa horrível. Eu consegui desfazer uma relação hipócrita que tinha na vida. Foi dificião no começo mas valeu a pena. Não que eu agora ame de paixão a tal pessoa, simplesmente disse que não gostava e o porquê de não gostar. Foi bom porque a pessoa se defendeu e aí sim, eu deixei de detestar tanto. Esse lance de hipocrisia já tá no cotidiano do povo, ninguém faz nada pra mudar a opinião que tem das pessoas das quais não gosta. Eu tento fazer algo, juro. Esse ano eu disse que amava meu pai. Foi a primeira vez, sério. Eu tenho mó medo de que ele (ou qualquer pessoa da qual eu goste pelo menos um pouquinho) morra sem que eu tenha dito que amo ou gosto um pouquinho. Você devia fazer isso também, faz tão bem pro coração e pra mente que é capaz até de eu ter perdido uns quilinhos com isso. Aí, agora eu digo todo dia. Digo que amo muito e que devo a ele tudo que sou. Meu pai é O cara, sério. Ele é tão meu pai que mesmo quando é chato eu acho ele legal. E hoje em dia eu abraço mais. Eu abraço apertado, sabe, eu abraço de verdade. Eu abraço meus tios e a minha vozinha. E sorrio e pergunto, do fundo do coração, se tudo vai bem. Eles são minha família e eu, completamente centrada no meu umbigo que sou, me esqueci disso algumas vezes. Esse ano eu gastei muuuuuuuuuuuito dinheiro com besteiras. Mas voltei a fazer poupança porque quero trocar meu carro. E ir pra São Paulo ver gente e conhecer pessoas. O Parque da Mônica e a 25 de Março, claro, estão no roteiro. Eu dirigi bêbada também, não vou mentir. Eu paguei uns micos e revi alguns conceitos. Fui condescendente com coisas daquelas que ficam no livrinho preto sob o título de “Nunca aceite isso”. Neste caso, “nunca diga nunca” é válido. Eu estou numa situação complicadíssima lá na Unb. Torçam por mim. A culpa é minha mas eu quero fazer diferente, mas pra conseguir fazer diferente no semestre que vem é muito importante que eu não seja expulsa nesse. Continuo tendo medo de inveja, mas tenho tentado ser menos racional. Pra 2005 eu quero voltar a fazer exercícios, ter uma vida saudável e parar de beber como um preto velho incorporado. É acho que é isso. E não me venha com essa história de que promessas de ano novo nunca são cumpridas. Humpf!
Escrito por mim às 10h41
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DE QUANDO SEU SUPER-PAI TEM IDÉIAS IDIOTAS
Meus pais se separaram há uns 5 anos, para preservação da minha (parca) sanidade mental. Eu virei a mulher da casa e meu pai sempre compra as sobremesas que eu prefiro. Eu dou a última palavra e as paredes da nossa (nem tanto, mais) nova casa foram pintadas daquele lilazinho claro que eu adoro e que fazem meu irmão ter ataques epiléticos toda vez que chega em casa. Mas a namorada dele adora, o que prova que mulheres rules total. Para comprovação do quanto papai do Céu me ama, me deu uma mãedrasta totalmente gente boa que me ajuda a sair de casa com garrafas de vodka barata sem meu pai perceber. Mas como era tudo bom demais pra ser verdade, meu pai acabou tendo a infame idéia de acabar com a nossa vida, atitude que ele insiste em chamar de “divisão de tarefas domésticas”. “Divisão de tarefas domésticas” é algo humilhante e devastador como ter que lavar louça em dias que eu gastei $16 na manicure. Nos dias em que ele estiver muito a fim de acabar com a nossa reputação de filhinhos de papai, talvez nos obrigue a recolher lixo espalhado pelos cachorros vira-latas dos nossos vizinhos.
Escrito por mim às 12h16
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PAUSA PRA FALAR BOBAGEM
Tem uma coisa que eu PRECISO dizer: tem uma comunidade pro Tá Pensando o Quê no orkut. Disso você já sabe. Vai lá e dá uma olhadinha nas comunidades relacionadas. Vá, vá, eu espero.
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Viu? E ainda tem gente que diz que o Orkut é burro e não faz a seleção correta das comunidades relacionadas... Calúnia!
Escrito por mim às 17h08
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